# Palestra João Stecca — Master Dia 01 (transcrição corrida)

> Transcrição literal da palestra, do começo ao fim, com o mojibake do arquivo original corrigido e a pontuação ajustada para leitura. Sem reorganizar o conteúdo. Os marcadores [Palestrante N] vêm da transcrição automática: o **Palestrante 1** é o João Stecca (e às vezes a numeração oscila); **Palestrante 2 e 4** são o Rodrigo (Binds) e o Gui (Kuki) conduzindo; os demais são cortes de vídeos exibidos e participantes da plateia.

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**[Palestrante 2]** Posicionar no Instagram a gente vê desde a mentoria, a gente provoca você a se posicionar. Posicionar é ter ali uma VT de conteúdo. Só que, no 01, você já tem uma VT de conteúdo.

Já é suficiente, né? Agora, quando você está indo para um outro nível, quer faturar mais, quer crescer, você fazer conteúdo com mais frequência é algo que traz autoridade, pode trazer mais oportunidades de fechamento.

**[Palestrante 4]** Então, nesse encontro, a gente quer provocar vocês a fazerem mais conteúdo, se posicionarem mais e criar audiência.

**[Palestrante 2]** E o convidado que eu quero trazer aqui, para mim, virou referência número um. Vai fazer conteúdo que guia a autoridade a crescer. Não só fazer um conteúdo que viraliza, que engaja muito, mas que vai te posicionar no nicho, atrair aquele perfil de cliente que a gente quer que seja o nosso cliente na agência.

Então, eu e o Binds estivemos no encontro do Platinum X, que é o grupo mais avançado lá do Erico Rocha, e teve uma palestra do DJ PV. Alguém conhece? Alguém conhece? Sabia que existe música eletrônica? Gostam? Sabiam disso?

**[Palestrante 4]** Cara, o irmão do João é um dos maiores nomes. Já tocou no estádio do Palmeiras, é isso aí. O cara é fera, sim. E aí, ele rompeu uma palestra do João lá no Platinum, ele deu a palestra que o João vai fazer aqui, fez lá no Platinum e ganhou a melhor palestra do encontro. No evento lá, a galera faturou mais de 10 milhões por ano.

**[Palestrante 2]** E a gente viu, cara, conecta muito com o que a gente quer trazer aqui pra vocês: estimular vocês a fazerem mais conteúdo no Instagram de vocês. E o João, tive a oportunidade de conhecê-lo em outro encontro uma semana atrás. Ele e o irmão dele, o PV, são um cara fantástico, a gente conta com o cara, ele entende muito, ele faz tudo com muita qualidade. Tem uma agência de marketing, vai falar um pouco aí sobre a agência deles. Eles fazem um trabalho muito impecável, desde a entrega que eles fazem para os clientes deles, mas também a empresa, como é a cultura. Muita qualidade. Palmas aí, João Stecca. Obrigado, cara, por ter vindo, veio só pra fazer uma palestra com a gente. Bem-vindo, João.

**[Palestrante 4]** Boa tarde, pessoal. Tudo bem com vocês?

**[Palestrante 1]** Bom, quero agradecer o Binds e o Kuki pela oportunidade de estar aqui junto com vocês. Coloca o timer aqui, só pra... vai ter, né? Então, obrigado, Binds, obrigado, Kuki, pela oportunidade de estar aqui junto com vocês. Galera, eu vou falar especificamente sobre produção de conteúdo com vocês aqui. O que eu vou falar serve tanto para vocês aplicarem na rede social de vocês, vocês terem mais clientes, quanto para os clientes de vocês aplicarem também e, consequentemente, atingir os objetivos que vocês têm.

Então, o tema do que a gente vai falar aqui é como a gente criou um perfil ultranichado, que eu sei que é o que vocês fazem, né? Ultranichado, hoje eu estou com mais de 200 mil seguidores, a gente tem um faturamento médio de R$ 480 mil por mês, com high ticket, e desses 200 mil seguidores, acredito que 80% veio do orgânico também. E não é viralização com dancinha que eu vou falar aqui, tá?

Eu quero falar sobre viralização pedagógica, né? É o primeiro passo, isso traz disciplina e crescimento. Então, a viralização que eu vou falar aqui realmente é uma viralização pedagógica.

Então, o que é viralização pedagógica? É o objetivo em que a pessoa que está te ouvindo vai reconhecer a sua autoridade e vai gerar o desejo de se tornar seu cliente. Então, esse é o objetivo.

Dando uma contextualização para vocês, essa aqui é a nossa agência, Promov, né? Inclusive, é legal vocês conhecerem, porque eu tenho uma agência de marketing desde 2015, eu acho. Eu fazia redes sociais para shows e eventos. E aí, a gente evoluiu para uma agência de influenciadores, esses são alguns dos influenciadores, talvez vocês conheçam alguns. De 2018 até 2024, a gente só fez lançamento de outros influenciadores. Só que existem alguns desafios em lançar influenciador, e a gente sempre ouvia as pessoas falando assim: "vocês tinham que ter o próprio produto de vocês". Como a gente se tornou a maior agência de infoprodutos cristãos da América Latina, tinham muitos pastores, muitos líderes, muitos influenciadores cristãos, muitos empreendedores cristãos que queriam se tornar essa pessoa que leva sua mensagem na rede social. Então, basicamente, em 2024, a gente procurou atender essa demanda de pessoas que nos procuravam.

Só que em 2024, não sei quem conhece o DJ PV, ele é meu irmão, era ele quem tinha audiência. Hoje tem 550 mil seguidores no Instagram, 1 milhão de inscritos no YouTube, 600 mil ouvintes no Spotify, e ele é o cara que era 100% palco. E eu não era nada disso. Eu tinha 6 mil seguidores, que era um perfil pessoal, de bastidor, 100% bastidor. Então não fazia sentido nenhum eu assumir essa posição. Só que, ao mesmo tempo, não fazia sentido ele, que já tinha uma audiência, só que era uma audiência da música. A gente já entendia muito sobre estratégia digital, pela bagagem que a gente tinha lançando outros influenciadores, só que eu tive esse desafio. Eu pensei: se eu for lá e produzir conteúdo, vai dar muito trabalho. Em 2024, eu pensei, vai dar muito trabalho.

**[Palestrante 4]** Só que eu comecei a pensar assim: mas se isso der certo, vai ser muito bom.

**[Palestrante 1]** Então, eu aceitei esse desafio de expandir esse braço da empresa, e quando eu comecei, eu tinha essas visualizações aqui, que talvez são as visualizações que vocês também têm quando vão produzir conteúdo e querem vender o seu serviço. Só que eu desenvolvi um método, desenvolvi uma metodologia, e cheguei a essa quantidade de visualização aqui: 872 mil, 1 milhão e 700, 950 mil, e, inclusive, vídeos com 4 minutos, 5 minutos, me davam 37 mil seguidores, como, por exemplo, esse Reels aqui. Esse outro exemplo, 1,2 milhão, ganhei 28 mil seguidores.

Bom, mas o seguidor não paga a conta, né? E, realmente, não. Então, o seguidor é só uma métrica, um indicativo de que o conteúdo está funcionando, certo? Só que o meu perfil serve 100% para gerar faturamento. Eu não gosto nem de postar foto de comida e foto de viagem, eu não sou essa pessoa. Então, todos os exemplos que eu vou mostrar para vocês aqui de conteúdos: eu tenho uma meta de entregar de 3 a 5 mil leads por mês para o meu time comercial. Então, tudo que eu vou falar aqui é com o objetivo de gerar leads para o time comercial. Eu não vou entrar no mérito do funil de conteúdo, etc., porque aí eu precisaria de muito tempo pra falar sobre isso, ou dedicar só pra ensinar como eu faço produção de conteúdo. Pode ser? Mas é uma produção de conteúdo 100% dedicada a gerar leads para o time comercial e, consequentemente, gerar venda.

Então, esse era o meu perfil. No final de 2024, tinha esses meus 6.700 seguidores, e hoje meu perfil é esse aí, com 204 mil seguidores. Então, funcionou comigo essa minha metodologia. Assim como as pessoas que queriam aprender com a gente, pessoas com um nicho muito segmentado, o meu nicho já é muito segmentado: eu falo para pastores, líderes e empreendedores cristãos, eu ajudo essas pessoas a levarem a sua mensagem para o digital e criarem produtos que sustentam a sua mensagem no digital.

Então, esse aqui é um exemplo de uma psicóloga. Uma psicóloga que tinha a agenda lotada, mas queria levar a sua mensagem para o digital. Aprendeu a fazer isso com a nossa metodologia, como, por exemplo, esse vídeo aqui que tem 1,6 milhão, ela ganhou 22 mil seguidores. Outro exemplo aqui, um marcão, ele é do nicho que a gente chama de escatologia, que é o estudo do fim dos tempos. O marcão, quando começou o programa, quase sempre tinha essa quantidade de visualização, 700, 800; depois que aplicou a metodologia, 1.300.000, 600.000. Outro exemplo, o Fábio Pires, um mentorado nosso, tinha essa quantidade aqui de resultados, 254, 186, tinha 537 seguidores. E o Fábio viralizou vídeos com 900.000, 700.000, 516.000, e hoje o Fábio tem 28 mil seguidores, ele ganha 8 mil seguidores em um único vídeo.

Então, realmente a metodologia funciona para diferentes nichos, para nichos muito segmentados, e o principal: você não precisa ter seguidor para ter visualização. Desde 2022, o Instagram mudou completamente a forma do algoritmo, não é com base na quantidade de seguidor que você tem visualização. Eu vou explicar melhor isso mais pra frente.

Então, esse aqui, por exemplo, o Rafa Sabino, ele ensina sobre adoração, dentro do nicho cristão, e ele também tem viralizado conteúdo. Como eu comentei, tudo mudou em 2022, e eu passei por isso, porque eu trabalhava com influenciadores que tinham ali seus 1 milhão de seguidores, 2 milhões, 3 milhões, 5 milhões, e antes as visualizações eram por quantidade de seguidores. Só que depois que chegou o TikTok, depois chegou o Reels, o algoritmo mudou para que a entrega de visualização seja 100% baseada em interesse, no quanto o seu conteúdo é interessante.

E esses grandes influenciadores, por um lado, isso foi muito ruim para eles. Primeiro que a produção de conteúdo deles já não funcionava mais, e segundo que muitos deles não se adaptaram para esse novo formato. Então, a gente viu muitas pessoas que tinham 500 seguidores, 1 mil, 2 mil seguidores, viralizando vídeo com 800 mil views, 1 milhão de views, 3 milhões de views. Então, eu enxergo isso como uma oportunidade para pessoas como eu, que era 100% bastidor, não era best-seller, não tinha uma igreja grande, não tinha uma conferência famosa. No meu ponto de vista, isso foi muito positivo para pequenos seguidores.

Entrando na parte de como funciona o algoritmo do Instagram: o Instagram entrega o seu conteúdo por amostragem. E o que é isso? Ele entrega para um grupo de 50 pessoas, e se esse grupo de 50 pessoas se interessar pelo seu conteúdo, então ele entrega para um grupo maior, de 100 pessoas, de 300 pessoas, e assim sucessivamente. Então, na prática, ele entrega para um público aleatório, e não necessariamente esse público são as pessoas do meu nicho.

E isso é um problema, porque se o assunto do seu conteúdo, se o assunto do seu vídeo é o seu nicho, é o seu assunto, aquelas pessoas que o Instagram entregou não vão se interessar pelo seu conteúdo. Elas não se interessam não porque o seu conteúdo é ruim, mas porque o tema que você escolheu é um tema muito nichado. E aí, aquela estratégia que a gente aprendeu um tempo atrás, que a gente tinha que fazer um conteúdo de topo, depois um de meio, depois um de fundo, na minha opinião, não faz mais sentido hoje em dia.

Por quê? Porque, primeiro, o conteúdo feito para viralizar pode atrair pessoas erradas. E, segundo, o algoritmo não vai entregar os três tipos de conteúdo na ordem. Se não funciona mais desse jeito, então o que realmente funciona? É o que eu chamo de funil pedagógico de conteúdo. Em um único conteúdo, a gente começa com um topo de funil e, no mesmo conteúdo, a gente finaliza com um fundo de funil. E, dessa forma, a gente consegue ir segmentando e qualificando as pessoas.

Então, um exemplo de como seria um carrossel é nesse estilo aqui, nessa lógica, mas um reel seguiria a mesma lógica. Eu preciso começar com um topo de funil e eu vou segmentando esse funil no mesmo conteúdo. E uma maneira que eu comprovo isso com números: eu percebi que um vídeo que passa de um milhão de visualizações é porque aconteceu isso aqui: eu consegui reter 100% da audiência em 20 segundos. 1,7 milhão, 850 mil pessoas me assistiram durante 20 segundos. Isso é a coisa mais importante para o Instagram. Então, você não tem que falar com todo mundo no seu conteúdo inteiro. Você tem que falar com todo mundo nos seus 20 primeiros segundos.

Esse é o meu objetivo. E aí eu percebi também que um conteúdo que passa de 100 mil visualizações é um conteúdo que consegue reter 50% da audiência por 10 segundos. Então, ficou mais simples o negócio. Eu preciso falar com qualquer pessoa, com qualquer brasileiro que fala a língua portuguesa e vai me entender, dos 10 aos 20 primeiros segundos. Se eu conseguir reter 50% em 10 segundos, meu vídeo é entregue para mais de 100 mil pessoas. Se eu consigo reter 50% da audiência aos 20 segundos, eu então consigo ter mais de um milhão de visualizações.

E um exemplo prático de quando um vídeo flopa é porque, por exemplo, eu retive 50% da audiência aos 3 segundos. Ou seja, aquele grupo que o Instagram entregou o meu conteúdo, aquele grupo de amostragem, não se interessou nos primeiros segundos, não se interessou nos 10 primeiros, nos 20 primeiros. Assistiu durante 3 segundos e pulou. Logo, o que eu aprendo com isso? O meu tema não estava interessante. O meu gancho não estava interessante.

Então, eu desenvolvi esse método. Já que o jogo é da retenção, o quanto eu consigo reter as pessoas no meu conteúdo, eu entendi e montei essa lógica dos pilares. Eu acredito que existem 3 pilares que influenciam na retenção de um conteúdo, falando de Reels especificamente. Primeiro, o tema ser interessante. Se o tema não for interessante, a retenção cai. Quando a gente está falando de pilar, é igual uma casa. O que sustenta uma casa? Não são os tijolos, não são as paredes, são os pilares. Então, se um desses 3 pilares não estiver bem estabelecido, vai derrubar a sua retenção.

Então, primeira coisa, o tema tem que ser interessante. Segundo, o conteúdo tem que ser autoral. A gente está muito acostumado, principalmente nós no mercado de infoprodutos, a aproveitar conteúdo. Antigamente, a gente pegava corte de aula, corte de podcast, no caso dos pastores, corte de pregação, corte de palestra. E qual que é o problema disso? Esse conteúdo, dificilmente você vai conseguir extrair alguma coisa que seja um tema interessante para qualquer pessoa gostar do seu conteúdo. Inclusive, se você for nas diretrizes da plataforma, no Instagram, ele vai falar: crie um conteúdo autoral. Então, conteúdo autoral, você tem mais manejo das palavras, do tema que você vai escolher, e por isso que o conteúdo ser autoral ajuda muito na retenção.

E terceira, uma coisa que eu chamo de FCP, que é Formato de Conteúdo Pedagógico. Por exemplo, um meme viraliza, sim ou não? Sim, o meme viraliza. Só que ele é pedagógico? Não, ele não gera autoridade, não gera o desejo de comprar, na minha opinião. Então, na minha opinião, existem formatos de conteúdo que conseguem cumprir o objetivo do tema ser interessante, do conteúdo ser autoral, e da retenção ser alta. Eu cataloguei 17 formatos de conteúdo que são pedagógicos e que eu vou mostrar depois pra vocês.

Então, muitos de vocês, geralmente, começam o conteúdo com o seu assunto. Vocês começam o conteúdo falando daquilo que vocês fazem, do seu meio, da sua segmentação. E aí, quando o seu assunto é entregue pra aquele grupo que eu vou mostrar, aquele grupo de pessoas em que existem pessoas idosas, velhas, jovens, de direita, de esquerda, todo tipo de pessoa, ele não vai se interessar. Então, ele vai pular. Logo, por mais maravilhoso que o seu conteúdo seja, por mais incrível que ele seja, ele vai ser interpretado pelo algoritmo como um conteúdo não interessante, e ele não é entregue.

Então, como é que a gente... Vamos usar o exemplo aqui de como eu burlo esse algoritmo: eu burlo o algoritmo começando o meu conteúdo com um tema interessante. Então, eu começo com um tema interessante e eu acrescento o meu assunto. Eu não começo o meu conteúdo com o meu assunto. Eu escolho um tema interessante e eu acrescento o meu assunto dentro do tema interessante. E se eu consigo fazer isso e reter as pessoas nos 10 a 20 segundos, bom, então, meu conteúdo vai passar de 100 mil visualizações e ali eu posso ter 3 minutos, 4, 5, 7 minutos, para eu aumentar algum nível de consciência e demonstrar a minha autoridade para a pessoa. E se esse conteúdo está sendo disseminado e está sendo entregue, eu me garanto em conseguir entregar um conteúdo de qualidade.

Mas a grande barreira que a gente precisa vencer é esse conteúdo ser entregue. Então, por isso que a gente usa essa estratégia do tema ser interessante e aí a gente acrescenta o nosso assunto. Depois que eu acrescento o meu assunto, mostro a minha autoridade, eu levo essa pessoa para um funil de vendas. O meu funil principal é de diagnóstico. A pessoa vai receber um diagnóstico do perfil dela. E você pode aplicar essa mesma lógica. Como eu falei, não vou entrar no mérito do funil, mas, então, falo para a pessoa comentar uma palavra-chave. Eu posso usar uma isca, dar uma isca para ela, ou chamar essa pessoa para uma sessão de diagnóstico. Como eu falei, eu tenho uma meta de entregar de 3 a 5 mil leads por mês para o meu time comercial.

E aí, eu uso uma estratégia que eu chamo de estratégia do aviãozinho. O que é o aviãozinho? Quando você vai dar comida para uma criança, você fala assim: "ó, bebê, o arroz tem carboidrato e o carboidrato te dá energia, então ele faz bem para você". A gente fala isso para criança? Não. Mas é o que muitos de nós fazemos quando vamos gerar um conteúdo na rede social. A gente quer entregar um conteúdo técnico para pessoas que não entendem daquele conteúdo técnico. Então, a gente faz a estratégia do aviãozinho, que é distrair a pessoa, distrair a criança com o aviãozinho, faz o aviãozinho, abre o bocão e coloca a comida dentro da boca da pessoa. A lógica de eu começar nos 10 a 20 primeiros segundos com um tema interessante é essa mesma lógica. Eu estou distraindo a pessoa e estou aumentando o tempo de tela e o tempo de retenção para que o Instagram entregue mais esse conteúdo, só que eu vou segmentando, vou modificando e vou fazendo um conteúdo mais de meio, um conteúdo de fundo dentro daquele conteúdo.

O algoritmo não está nem aí para a quantidade de seguidores que você tem. Ele só quer saber se o seu conteúdo é interessante. E aí, o que a gente aprende com isso? O seu assunto, da sua agência, do seu nicho, do seu cliente, ele é desse tamanho aqui.

**[Palestrante 4]** Ele é muito pequeno. Ele é muito pequeno. Tem poucas pessoas que estão interessadas nesse assunto.

**[Palestrante 1]** Agora, a gente usa a estratégia de usar assuntos universais. Porque os assuntos universais, ele é bem maior do que o seu assunto. E quais são esses assuntos universais, João? Antes de eu falar sobre isso, primeiro: o seu assunto sozinho tem baixo alcance, tem poucas pessoas interessadas, e com isso o algoritmo entende que o seu conteúdo não é interessante e por isso não entrega para novas pessoas. Então, os assuntos universais é qualquer assunto que interessa para qualquer brasileiro. Se você quiser notar: primeiro, pessoas famosas interessam a qualquer brasileiro.

**[Palestrante 4]** Segundo, política interessa a qualquer brasileiro, qualquer ator.

**[Palestrante 1]** Esporte, música, cinema, dinheiro, relacionamento, tudo isso são assuntos universais que as pessoas vão gostar e vão querer ouvir, só que a gente só precisa distrair as pessoas, entre aspas, nos 20 primeiros segundos. Então, o que a gente faz? A gente pega um assunto universal, e dentro desse assunto universal, a gente escolhe um tema para o seu vídeo. Por exemplo, eu vou escolher uma perspectiva, eu vou escolher um ponto de vista que não seja óbvio, um ponto de vista que talvez poucas pessoas pensaram sobre isso. Por isso que ele vai ser interessante. E aí, dentro dessa perspectiva, dentro desse tema do vídeo, lá depois dos 20 segundos, eu acrescento o meu assunto.

Então, vamos aprender como a gente faz isso. Como a gente pode usar assuntos universais para viralizar? E aqui eu quero dar alguns exemplos, se eu puder ligar o som. Então, assunto universal pessoas famosas. Eu vou usar, nesse meu primeiro vídeo aqui, eu mesmo de exemplo. Eu sou o João Stecca, sou do nicho de estratégia digital, e como subnicho, líderes e empreendedores cristãos. Esse vídeo teve 1,6 milhão de visualizações. O tema que eu escolhi, esse cara aqui, é uma pessoa famosa para o meu nicho. É uma pessoa famosa que o meu avatar conhece, talvez vocês não conheçam, mas o meu avatar conhece ele. E aí eu vou fazer uma análise, eu vou falar sobre esse influenciador. E aí eu não vou mostrar o vídeo inteiro, só vou mostrar os 30 primeiros segundos, para vocês entenderem a lógica.

**(corte do vídeo exibido)** "Para imediatamente. Assista esse caso. Se você não conhece o Paulo Sávio, esse pastor já fez jejum de mais de 40 dias, e aos 18 anos já tinha lido mais de 400 livros. Mas quem vê hoje o Luciano com a família unida e o ministério gigante, não imagina que ele chegou a ser mandado sair de casa por discordar do pai, por questões do seu chamado. Ele passou necessidade, chegou a jejuar por falta de comida, e andava quilômetros para poder pregar. E há cerca de 9 anos, ele tomou a decisão de levar a sua bagagem ministerial para o digital. Ele começou no YouTube com vídeos simples, mas consistentes. E hoje tem mais de 1 milhão de inscritos nesse canal, e mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, sendo uma das maiores referências para pastores e líderes do Brasil. Ele pega temas densos da Bíblia e transforma em vídeos curtos e relevantes, que te deixam com aquele gostinho de 'eu preciso estudar mais a Bíblia'. Ele vive o que prega sem esconder os seus erros, e isso faz a audiência conectar e desejar a mesma transformação. Talvez você hoje, pastor, também tenha a mesma bagagem gigante: livros, testemunhos sobrenaturais, experiências que poderiam estar alcançando milhares de pessoas. Mas muitas dessas experiências ficam engavetadas. Então faz o seguinte: se você quiser trazer toda essa bagagem ministerial para o digital, mas ainda não sabe muito bem como fazer isso, e quer a minha ajuda para começar hoje a aplicar as mesmas estratégias que eu usei para levar o propósito desses pastores para o digital, comenta aqui embaixo 'diagnóstico' para receber uma análise gratuita do seu perfil pelo especialista do meu time."**

**[Palestrante 1]** Simples. Peguei um tema universal, pessoas famosas, e, sem dúvida, dei uma contada na história de uma maneira que fique interessante, porque a maioria assiste os 20 primeiros segundos. 50% vai assistir só os 20 primeiros segundos. O vídeo tem um minuto e meio, dois minutos.

**[Palestrante 4]** E aí, o algoritmo entendeu que é interessante e entrega para uma porrada de gente.

**[Palestrante 1]** Eu sei que no meio daquele bololô vai estar o meu avatar, até porque a copy (vocês usam o termo copy aqui) vai segmentar de acordo com a dor e o desejo do seu avatar, e é exatamente isso que a gente faz. E aí, inclusive, eu faço constantemente esse tipo de conteúdo pegando pessoas famosas, e muitas das vezes aproveitando pessoas que são do meu nicho, que são famosas, esses influenciadores; eles não acham ruim eu fazer um conteúdo sobre eles, eles acham muito bom, eles comentam, repostam, postam nos stories deles. E com isso, o que eu faço? Eu entro na agulha deles. Eu não preciso que eles me repostem; muitas vezes eles até me repostam. Eu já estou entrando dentro da agulha deles, estou entrando dentro do público que é o meu avatar.

E aí, aquele ali, um influenciador, não sei se conhecem o Teo Hayashi, mas é um líder muito grande no Brasil que fez um evento em 5 estádios simultâneos, que é uma referência para a minha persona. Essa é uma outra influenciadora também, que adorou o conteúdo. Tudo isso aqui, gente, gente comentando "diagnóstico", e eu mandando o link para o meu time comercial, e os vídeos viralizando. Esse é um outro líder também, o Douglas Gonçalves, muita referência na internet, fiz um conteúdo sobre ele, ele também comentou, republicou nos stories.

Agora eu vou dar exemplos de outros nichos para ficar mais fácil para vocês também. Esse aqui é um exemplo de uma mentorada nossa, a Larissa Lemos. Ela é fonoaudióloga do subnicho infantil para cristãos. E ela usa uma estratégia de pessoas famosas.

**(corte do vídeo exibido)** "Agora a gente vai falar sobre esse filho. Ele tem um ano, e eu vou mostrar para vocês como usa. 'Filho, cala a sua boca'. Ele nem fala, e já estão tentando ensinar três idiomas. Deixa eu te contar o que está por trás desse comportamento."**

**[Palestrante 1]** Esse vídeo bateu milhões de visualizações. Então, olha aqui, 28 segundos. Quem conhece a Bia Napolitana? Aquela que faz humor ali? Pronto. Você, às vezes, nem tem filho. Você, às vezes, nem é o público dela, mas está ali assistindo o conteúdo dela. Então, ela está atingindo o objetivo do algoritmo de achar o conteúdo dela interessante. Com isso, ele vai disseminando. E lá no meio daquele volume, ela vai ter o público que precisa do serviço dela como fonoaudióloga. E aí, a Bia Napolitana repostou o vídeo dela. Com isso, o vídeo dela tem mais visualização ainda e atinge mais gente ainda. Então, essa é uma possibilidade de você falar de pessoas que são conhecidas e acrescentar o seu assunto dentro desse tema universal.

E aqui, um segundo exemplo. Um cara que vende consórcio. O Robson é um mentorado nosso do nicho de finanças, subnicho consórcio, e tem realizado vídeos...

**(corte do vídeo exibido)** "Todo mundo está falando dessa traição e dos desdobramentos que ela teve. Mas você quer saber o verdadeiro motivo que destrói a maioria dos casamentos hoje? Essa semana, uma tragédia envolvendo um secretário público ganhou as manchetes. Em seus portais, o motivo teria sido uma traição. Absolutamente nada justifica o que ele fez. E toda vez que algo assim acontece, a gente reforça a mesma narrativa: foi a infidelidade que destruiu tudo. Mas uma pesquisa recente conta..."**

**[Palestrante 1]** Pronto, 42 segundos. O vídeo deu dois minutos. No final, ele está falando de consórcio.

**[Palestrante 4]** Está falando que consórcio é maneiro, que vai lá e ajuda a pessoa, isso aqui. Saca aí.

**[Palestrante 1]** Então, primeiro ele vai falar que o problema financeiro é uma das coisas que mais atrapalha um casamento e que a pessoa tem que se organizar financeiramente, que ela tem que fazer um planejamento, aí ele começa a ensinar, entra no assunto dele. Entendeu? Mas, para viralizar, 50% precisa assistir os 10 primeiros segundos. Então, os 10 primeiros segundos é a coisa mais importante para passar de 100 mil visualizações. Está fazendo sentido, gente, o que eu estou falando aqui?

**[Palestrante 4]** Show.

**[Palestrante 1]** Vamos lá, vou mostrar mais exemplos. Esse aqui é o Fábio. Ele usou o tema universal esporte. E o Fábio é do início do desenvolvimento pessoal e ensina sobre prosperidade bíblica para cristãos. Rodrigo, como é que ele correlaciona com o jogo do Flamengo, hein? Nem eu sei. Quer ser bom, hein? Fábio começou com 500 seguidores. Então, ou seja, com 500 seguidores, tendo 900 mil visualizações. Precisa de seguidor para ter visualização, gente?

**[Palestrante 4]** Não. Não precisa. Você só precisa fazer essa metodologia.

**(corte do vídeo exibido)** "Ele caiu convulsionando e foi assustador. Mas o que parou o Brasil foi o que aconteceu depois. Alexandre caiu tremendo no meio do jogo. O estádio congelou. A TV cortou. Mas algo maior aconteceu ali, antes mesmo da ambulância chegar. Seus colegas e jogadores do Flamengo se ajoelharam com as mãos para o céu e clamaram em oração. Foi uma cena impressionante. O jogador Alexandre se recuperou. Deus age de formas que não entendemos. Mas depois de tudo isso, eu entendi o chamado dele. A Bíblia diz que a oração de um justo é poderosa e eficaz, e que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus. Quantas vezes você escapou de um problema e nem percebeu que tinha alguém orando por você? Prosperidade não começa com dinheiro. Começa com gratidão."**

**[Palestrante 1]** Então, o Fábio pegou um tema do jogo do Flamengo, que é um tema universal: quem é flamenguista, corintiano, vai querer prestar atenção naquilo ali. E aí ele correlacionou com o tema dele sobre prosperidade e ele conquista a pessoa. Ele mostra a utilidade dele nesse conteúdo também.

Então, o primeiro pilar, como eu falei, sobre temas interessantes, por conta do tempo eu não vou dar todos os exemplos. Eu não coloquei na palestra os sete exemplos, mas eu tinha, só que por conta do tempo não tem como. Mas dei três exemplos, deu pra entender a lógica de você pegar o tema e correlacionar com o seu assunto. Então, são sete possibilidades de você usar temas interessantes.

Agora eu quero falar sobre o Formato de Conteúdo Pedagógico. Então, anota aí: Formato de Conteúdo Pedagógico, FCP. E o que é o FCP? FCP são formatos de conteúdos pedagógicos que foram validados por pessoas que já produzem conteúdo, que aumentam a retenção do seu conteúdo, fazendo com que ele tenha mais visualizações. E quais são os benefícios do formato de conteúdo? De você usar um formato de conteúdo: você pode ser profundo, você pode criar um conteúdo de três a sete minutos, ou seja, você tem tempo pra aumentar o nível de consciência da pessoa. Você pode viralizar pedagogicamente com poucos seguidores, você pode ganhar milhares de seguidores qualificados por post, como eu mostrei pra vocês. Funciona, inclusive, com carrosséis. Se você, como alguém como eu que há um ano atrás tinha vergonha de gravar conteúdo, não conseguia olhar pra uma câmera, eu tinha vergonha, então eu comecei produzindo conteúdo com carrosséis. Era o jeito que eu conseguia fazer. Ou seja, você também, se tem pouco tempo... Transmite autoridade autêntica, você pode ser você mesmo.

Então, o primeiro formato que vocês são acostumados a ver na internet, que é aquele formato em que você divide a tela: a gente chama de formato React. Por que esse formato funciona muito bem? Esse aqui, por exemplo, o vídeo da Aline ganhou 26 mil seguidores com esse formato. Como a lógica é de retenção, quando você divide a tela, o simples fato de você colocar imagens que são curiosas, aquilo ali já é psicoestimulante no cérebro das pessoas. Então, aquilo ali já aumenta o tempo de retenção por si só, além do tema. Então: tema ser interessante, ser curioso, e segundo, o formato de conteúdo.

Então, vamos analisar aqui esse exemplo da Aline, que ela usou o formato React ou análise.

**(corte do vídeo exibido)** "Os filhos da Fernanda Lima estão impedindo ela de aproveitar o carnaval desse ano. E o pior é o que ela fala sobre isso. No dia 3 de fevereiro ela postou um vídeo impressionante onde ela responsabiliza os gêmeos de 17 anos por estarem perdendo o carnaval. Assiste comigo esse vídeo revelador e fica até o final, porque eu vou te contar o que eu vejo nessa história toda, sendo psicóloga, especialista em famílias há 25 anos."**

**[Palestrante 1]** Enfim, então o conteúdo dela tem 2 minutos e 52 segundos. Volta pra mim, por favor, que eu coloquei um timer pra vocês prestarem atenção na distração que ela foi fazendo com a pessoa.

**[Palestrante 4]** Então, pode voltar. Pode soltar e parar quando...

**[Palestrante 1]** Solta de novo, por favor.

**(corte do vídeo exibido)** "Assiste comigo esse vídeo revelador e fica até o final."**

**[Palestrante 1]** "Assiste comigo esse vídeo revelador." Então ela ficou 20 segundos falando: comigo, eu como especialista, Fernanda Lima... Quem conhece a Fernanda Lima? A Fernanda Lima foi pra Itália e não sei o quê. E eu como psicóloga... Mais de 20 segundos. O que ela está fazendo? Ela está fazendo um aviãozinho ali. Está distraindo a pessoa: o que a Fernanda Lima fez? E aí ela correlaciona com o assunto dela, que ela fala pra mãe, "lixo de maternidade", pra mães cristãs que querem fazer uma boa maternidade com seus filhos. E esse é o assunto dela. E aí nesse vídeo passou de mais de um milhão, porque ela segurou mais de 50% da audiência por 20 segundos. E com isso ela conseguiu viralizar o vídeo e ganhar muitos seguidores também. Essa é uma boa dica.

E aí tem um formato que eu inventei, vamos logo, gente: fofoca pedagógica. E esse vídeo passou de 2,7 milhões no Instagram e no TikTok tem mais de 5 milhões de visualizações. Só no TikTok eu ganhei mais de 40 mil seguidores nesse vídeo. E eu não vou lembrar aqui exatamente, mas, ou seja, 2,7 milhões de pessoas me viram. E aí eu não lembro se eu fiz CTA pra diagnóstico, mas de qualquer forma você vê: se eu entro no link da minha bio, se aplica pra mentor, com certeza esse vídeo me deu mais de 100 mil reais. Então vamos assistir o início dele, porque esse vídeo tem quase 5 minutos. Solta aí, por favor. Em vez de estar colocando 2x, pode ir soltando.

**(corte do vídeo exibido — conversa íntima reagindo à notícia)** "Não. Não. Não. (...) Então, pra quem acompanhou o caso aí do Banco Master, do portfólio, não sei o quê, redistribuíram lá, caiu o André Mendonça. E o André Mendonça é um pastor, é um pastor que posta conteúdo todos os dias na rede social..."**

**[Palestrante 1]** Aí no final fala: "tá vendo que até o ministro do STF tá produzindo conteúdo, e você não?" Enfim, aí o vídeo viralizou, a galera ficou assim: caiu, levou um taco na cara no final, não sei o quê. Então, consegui correlacionar com esse assunto. João, você fez isso de improviso? Lógico que não. O Instagram serve pra fazer dinheiro, abençoar as pessoas, lógico, também, né. Mas o objetivo do conteúdo... conteúdo não é uma coisa assim, "nossa, estou morrendo de vontade de fazer conteúdo hoje". Não, ninguém acorda com vontade de fazer conteúdo. Então, eu vi que era um assunto interessante, eu já ia explicar o que estava acontecendo, porque todo dia a gente tem que chegar em casa, contar com as nossas esposas o que está acontecendo no mundo, né. Então, já fiz vídeo sobre o Banco Master, já fiz vídeo sobre a guerra do Irã, já fiz vídeo sobre um evento cristão que estava acontecendo, e eu começo a contar com a minha esposa, de uma maneira, trazendo dados, ou melhor, trazendo um ponto de vista curioso que poucas pessoas estão falando.

Ou seja, eu vi o negócio do Banco Master, e na semana em que tinha acontecido isso, eu vi o Instagram do André Mendonça e vi que ele posta todo dia, todo dia o André Mendonça posta esse conteúdo de prevenção que ele constrói, né. Isso me chamou a atenção, o André Mendonça tem um milhão de seguidores. Ou seja, o que eu fiz? Eu trouxe um ponto de vista sobre aquele assunto que poucas pessoas ou ninguém tinha pensado. E eu falei: vou contar isso para o mundo. E é basicamente isso que eu faço em todos os meus conteúdos. Ótimo que às vezes eu não sou o gênio da lâmpada, eu vou falar alguma coisa que a mídia já pensou, só que eu vou trazer um assunto curioso, um ponto de vista interessante. E com certeza, vocês viram eu falando ali sobre várias informações, eu vou dando aquele gostinho de um mentor, dando aquele sentimento de "esse cara não é um cara desinformado não, ele sabe o que ele está falando". Então, basicamente, os nossos conteúdos têm que chegar a esse objetivo, e é assim que a gente consegue cumprir a carga pedagógica.

Mas a fofoca pedagógica tem um objetivo. Então, tipo assim, eu estou ali com a minha esposa e estou gravando a conversa. O objetivo é que você gera aquela sensação de "eu estou ouvindo uma conversa que eu não deveria ouvir, eu estou ouvindo uma fofoca", né. Enfim, vários mentorados meus também conseguem viralizar com esse formato.

E aí tem um formato que muitos de vocês conhecem, só que às vezes não sabem usar da forma correta, que é o fundo verde. É muito fácil fazer fundo verde, só que você tem que fazer ele do jeito certo. Como a gente faz do jeito certo? Com um tema interessante, trazendo um ponto de vista curioso, que talvez poucas pessoas já pensaram nisso, ou ninguém está falando sobre isso. Então vamos ver esse exemplo aqui do Matheus, 229 mil visualizações.

**(corte do vídeo exibido)** "Estamos entrando no ano de 2026. Mas saiba que, se não fosse o erro desse cara aqui, a gente na verdade estaria em 2032. Vem comigo que eu te explico essa história. Na verdade, a nossa história começa lá no século VI, quando não existia um padrão de contagem dos anos. Cada nação meio que tinha a sua própria forma de contagem. O problema é que isso era meio desorganizado. Dentro do próprio Império Romano existiam diversas formas de contagem. Quando a igreja da época decidiu acabar com essa bagunça, ela definiu que a contagem do padrão dos anos seria a partir do nascimento de Jesus. Para chegar nessa data, eles chamaram esse monge chamado Dionísio. Dionísio fez pesquisas, calculou, e ele chegou então na data conhecida como o ano do Senhor."**

**[Palestrante 1]** Então o que o Matheus fez? Ele trouxe um assunto super curioso, certo? "Estamos no ano errado", ele começa a trazer informações que são super relevantes. E aí o que é o jeito certo de usar o fundo verde e fazer com que isso seja curioso e aumente o tempo de retenção? Que o que ele está falando, além de ser curioso, ele comprova com imagens. Então, aquela lógica de ser psicoestimulante. Por que a gente fica 40 minutos assistindo o Reels, gente? Uma hora, duas horas. Porque cada vez que passa um vídeo novo, aquilo libera dopamina no seu cérebro. É por isso que a gente fica ali horas no Reels. Só que, já que as pessoas estão estimuladas ali no cérebro por esse conteúdo, se eu não seguir essa lógica nos meus conteúdos e ser interessante, ser psicoestimulante, meu conteúdo não é que é ruim, mas é porque você não está atingindo o objetivo de ser interessante, de ser curioso, de chamar a atenção, de aumentar o tempo de retenção e o tempo de tela das pessoas. Então não é que seu conteúdo é ruim, você só não está fazendo o conteúdo do jeito certo. Então o fundo verde, você tem que trazer imagens curiosas, coisas que não são óbvias, um ponto de vista que seja interessante.

Então, como eu falei, eu mostrei apenas três formatos, mas eu cataloguei 17 formatos e eu combinei com o pessoal da produção que a gente vai mandar os 17 formatos no grupo de vocês. Vem tarefinha de casa: o que vocês têm que fazer? Vocês têm que assistir os 17 formatos de conteúdo e ver com qual vocês mais se identificam. "Nossa, gostei desse formato." Quem gostou da fofoca pedagógica aí? Quem gostou do React, que você divide a tela ali e tal? Então, isso é psicoestimulante e isso funciona para qualquer nicho, gente.

**[Palestrante 4]** E aí a gente entra aqui no mapa do conteúdo pedagógico.

**[Palestrante 1]** O que é o mapa do conteúdo pedagógico? O mapa do conteúdo pedagógico basicamente é a estrutura que tem que ter o seu roteiro. Então presta bastante atenção nisso aqui. Eu, como estudioso e que tenho que pagar as contas, tenho que fazer conteúdo para levar ali para o chefe comercial, eu tive que ter uma metodologia, porque aí eu treino algumas pessoas do meu time e hoje essas pessoas é que fazem os roteiros para mim. Os temas, os conteúdos, as ideias, muitas das vezes eu que dou, muitas das vezes eles têm essas ideias. Mas eles seguem exatamente essa estrutura.

Então a gente sempre tem que pensar, lembra da lógica lá dos 20 segundos? Eu, entre aspas, distraio as pessoas nessas três coisas aqui: gancho falado, o que eu vou falar no início do conteúdo; gancho escrito, então a headline sempre tem que ser muito curiosa, chamar bastante atenção; e um gancho visual. Então sempre falo para a minha equipe: por exemplo, vou fazer análise de algum influenciador, alguma pessoa famosa, pode ser cristã ou não cristã, já fiz dos dois. Eu falo para os editores de vídeo: não coloquem no vídeo uma imagem que as pessoas estão acostumadas a ver a pessoa. Então, vamos supor, vou fazer um vídeo sobre o Gui. Vamos supor que o Gui é super famoso, tem um milhão e meio de seguidores e eu vou fazer uma análise sobre ele. Qual o vídeo que eu vou colocar? A foto que é o perfil do WhatsApp dele? Não, vou botar ele dançando lá. Porque aquilo é curioso, é interessante, chama a atenção das pessoas.

Então, por isso que a gente tem que ter um gancho visual, um gancho escrito, um gancho falado e no finalzinho a gente ainda fala assim: "e fica comigo até o final, porque eu vou te contar como isso vai acontecer XYZ na sua vida". E aí, ao menos espera já se passar uns 20 segundos e então o vídeo vai ser entregue para muitas pessoas. Mas a gente precisa sustentar o gancho, a gente precisa justificar o que eu estou falando e conseguir correlacionar. Nessa parte eu confesso com vocês que é a mais desafiadora. Não é ter a ideia, não é editar o vídeo, é você falar assim: "cara, como eu vou correlacionar o meu conteúdo com a foto? Como eu vou correlacionar o meu conteúdo com o vídeo? Como eu vou correlacionar?" Como você faz isso? Por quê? É isso que as pessoas querem ouvir, e eu preciso correlacionar com o meu assunto.

E aí, então eu dou um contexto. Como o tema que eu escolhi, geralmente quando eu vejo o tema eu já penso como vou correlacionar. "Hmm, tem um ponto de vista interessante." Aí eu botei a estrutura: então eu dou um contexto. Então vocês viram que eu dou um contexto lá e falo "amor, você viu a bomba que aconteceu no STF? Você viu o que aconteceu?" Gancho. Beleza, aí eu dou um contexto: "olha, aconteceu isso, aconteceu aquilo, coisa curiosa, coisa curiosa". Aí eu faço uma correlação. O que é correlação lá naquele vídeo, por exemplo? "E você viu que eu te mostrei essa semana o perfil do André Mendonça? Que ele posta conteúdo todos os dias." E aí o André Mendonça posta um conteúdo vocacional, um conteúdo que edifica as pessoas. Aí eu começo a falar palavras que o meu avatar gosta de ouvir. Eu começo a falar dores e desejos do meu avatar. Eu começo a falar sobre o desejo que ele tem: ele se posiciona, ele leva a mensagem dele, ele transmite o que ele carrega. E eu começo a falar aquilo que o meu avatar sonha em ouvir. Só que eu consegui fazer a correlação.

E aí muitas vezes, vocês assistiram os meus vídeos, eu falo assim, por exemplo, em vídeo de análise, que é o que eu mais faço, é o vídeo de React: eu começo a falar isso para alguma pessoa. E aí eu gero um ensinamento para a pessoa. Por exemplo, eu uso muito assim: eu vou falar que o Gui Cardoso é um pastor muito famoso. Aí o Gui vai lá. Aí eu falo assim, eu fiz toda essa estrutura aqui, eu falo: "o Gui... o que é? Ensino. E aí existem duas coisas que o Gui faz que você poderia fazer também. Primeira coisa: você precisa fazer tal, tal coisa. Por conta disso, disso, disso."

E uma das coisas que eu mais gosto é isso aqui: embasamento. Quem lembra da época em que a gente fazia redação no Ensino Médio? Quem já era bom em redação? Você lembra quando o seu professor de redação falava: "olha, se você fizer uma citação na sua redação, você vai ter mais pontos." Porque o que é citação? Mostra o seu conhecimento geral, mostra o quanto... Se você soltar lá no meio da sua redação "porque Freud já dizia que não sei o quê", aquilo ali você mostra que tem bagagem. Então o embasamento... Muitas das vezes vocês vão ver meus conteúdos em que eu falo assim: "e aí existe um estudo científico lá de Harvard que fala sobre os holofotes. E os holofotes, eles são não sei o quê." E aí eu trago estudo científico, sabe? Estudo científico de Harvard, de Yale, de Stanford. Eu mostro pesquisas, mostro dados. E isso vai trazendo mais robustez para o meu conteúdo. Então eu não sou aquela pessoa que está contando fofoca. Eu não sou o Léo Dias gospel. Eu sou aquela pessoa que está chamando a atenção, mas eu estou gerando um ensinamento. Eu estou te contando sobre estudo científico, te falando sobre notícia, te falando sobre dados curiosos. E isso traz robustez para o meu conteúdo. E aí é assim que a pessoa me vê como uma autoridade.

E além disso, a gente aprende lá quando a gente está fazendo copy, que a gente tem que falar a nossa autoridade. Então eu ensino os nossos mentorados, eu falo assim: quais são os seus big numbers? Vocês têm agência. Quais são os seus big numbers? Quantos alunos, quantos clientes vocês já atenderam? Quantos investimentos vocês já fizeram? O que é muito bom com isso é... Tem gente que inventa uns números assim que você nunca viu, né? "Não, porque eu já dei 3 mil palestras." Aí você fala: calma aí, se o cara der 3 mil palestras por semana, durante 25 anos, não dá o tempo. Mas enfim, é um big number. Então, eu sempre falo. Às vezes eu falo: "eu já ajudei esses grandes influenciadores", eu mostro lá, Tiago Brunet, Camila Barros, não sei o quê. Esse é o meu big number.

E aí, isso é um ponto importante para você notar: você citar levemente, o que eu chamo de leve autoridade. Aqui eu acho que não tem, mas lá no grupo vai ter a estrutura do mapa de conteúdo que eu gosto para vocês, que é uma planilha com passo a passo do que você precisa ter. E aí no mapa vai ter a leve autoridade. A leve autoridade é basicamente aqui o big number. Então, por exemplo, vocês viram ali a Aline, que é psicóloga. Ela fala um big number dela muito sutil. "E eu vou te falar a minha opinião, eu, como psicóloga de pais há mais de 25 anos." Leve, certo? Ela não está se gabando. Ela fez uma leve autoridade.

E aí tem a moral da história. E você conta a moral da história. A moral da história é isso, isso, isso. Ah, está aqui a autoridade. Você dá a sua leve autoridade e faz o seu CTA. Então, como eu falei, todo o meu conteúdo, o objetivo é trazer leads. E aí eu fico metrificando isso. Então, hoje eu sei exatamente quando a pessoa se cadastra, ela pede o diagnóstico. Eu sei exatamente quando ela se torna um cliente. Eu sei exatamente qual é o conteúdo que trouxe ela. Inclusive, o meu conteúdo orgânico traz mais faturamento do que o meu tráfego pago. Porque, como é um vídeo muitas vezes de 3 minutos, 7 minutos... anúncio nem pode rodar mais de 2 minutos, né? Um minuto e meio, né? Então eu tenho mais tempo de tela e mais tempo de conteúdo no orgânico do que no tráfego pago. Então, a qualificação do lead que vem do meu funil orgânico fica muito melhor do que a do lead que vem do meu funil pago.

E aí, gente, inclusive, todo Reels se torna um carrossel, e todo carrossel se torna um Reels. A gente até apelidou o nome do rapaz da nossa equipe, o Ricardo, de "Rossinelli", porque ele solta 2 carrosséis por dia. Se você está olhando no Instagram, tem 2 carrosséis por dia. E ele segue exatamente a estrutura do mapa do conteúdo que ele gosta. Então, por exemplo, esse Reels aqui, ó, teve 942 mil visualizações, ganhei 4.200 seguidores, 1.300 comentários. Será que não saiu uma mentoria desses 1.300 comentários? Não é possível. Duas mentorias. E aí, eu aproveitei o mesmo conteúdo, o "carrosseleiro" foi lá e fez o carrossel. Inclusive, deu mais comentários, ou seja, mais pessoas querendo o diagnóstico, do que o meu Reels. Assim, eu não tô nem aí pra quantidade de seguidores que eu ganho. Eu só quero saber quantos leads isso está trazendo pro meu time comercial. E aí, as análises que a gente faz também: as pessoas agradecem, postam nos stories delas, se emocionam, gostam que a gente publica e fazem conteúdo sobre elas.

E essa aqui é a estrutura do carrossel. O primeiro e o segundo card é a mesma lógica dos 10 a 20 primeiros segundos. O seu primeiro card e o seu segundo card têm que ser muito curiosos. Então, tem um watch time ali dentro da lógica do algoritmo. Quanto mais as pessoas ficarem ali lendo o seu carrossel, mais o seu carrossel é visto como um conteúdo interessante. E aqui, um presente pra vocês: os 17 formatos de conteúdo pedagógico e a estrutura do mapa de conteúdo pedagógico em formato de planilha. Muito obrigado.

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## Perguntas e respostas

**[Palestrante 2]** João, eu já comecei a fazer uma pergunta aí. Quando você faz essas análises de personalidades, é sempre levantando a bola da pessoa, né? É sempre falando bem, né, na maioria das vezes?

**[Palestrante 1]** Isso é muito simples. Como você faz uma análise bem legal, trazendo coisas que geralmente as pessoas não sabem? Na maioria das vezes, a gente pega o podcast que a pessoa foi. E aí, na maioria das vezes, no podcast a pessoa conta a história de vida dela, traz informações que são curiosas. A gente faz aquela extensão do YouTube, né, que pega a transcrição, joga na IA, pergunta pra IA quais são as informações mais curiosas sobre a vida daquela pessoa. E faz um vídeo debriefando a vida da pessoa. Então, pensa numa pessoa que você admira muito. Flávio Augusto. Admiro muito o Flávio Augusto. O conteúdo sobre o Flávio Augusto, debriefando a vida dele, trazendo fatos e informações que são relevantes. E aí, no meio desse vídeo, rola o gancho. Isso, por exemplo, serve muito para o conteúdo de vocês, da agência. Então, você pega um empreendedor, João Adibe, Flávio Augusto, etc. E aí vocês vão seguir essa metodologia. E você vai falar duas coisas que você precisa fazer pra ser um empreendedor XYZ. Primeira coisa, você faz isso; segunda coisa, você faz isso.

E não tem problema, gente, o conteúdo ser pra empresário, porque é uma lógica de funil. Então, eu quero atingir um empresário. No meio, vocês viram que lá no final do conteúdo, ele fala assim, "e você que é pastor..." Você tem que fazer isso e isso. O que eu acabei de fazer? Quem não é pastor, eu quero que saia do meu vídeo. Então, o Gui está assistindo meu vídeo, aí eu falei "você que é pastor", o Gui pula, porque o Gui não é pastor, não é um líder, né? Então, não tem problema. Por quê? Porque se eu estou disseminando o meu conteúdo, lá no meio do bololô vai estar o seu ICP, vai estar o seu avatar. E aí você fala: "olha, eu, Gui, tenho X milhões de reais", não, não. E você vai usar uma métrica que é importante pro seu avatar. Você vai falar as dores, desejos que tem o seu avatar. E você joga a pessoa ali, calma o funil, e assim que tem dado certo a produção de conteúdo. E eu não conheço outra forma que tem dado certo. Essa forma, na minha opinião, é a que funciona em 2026.

**[Palestrante 6]** João, eu fiz aqui também umas dúvidas anotadas. Você faz com que você tenha, no final, uma palavra-chave. Então, todo nome que comenta vem no lead, né? No final acontece no seu direct, é isso?

**[Palestrante 1]** Sim. 99% das vezes.

**[Palestrante 6]** Isso é melhor, porque você, de fato, consegue ver o resultado na prática ali. Muito direto, né? Muito fácil, tá legal. Então, minha dúvida aqui é o seguinte: o que você está fazendo com a IA, além dessa parte que você falou, do podcast, os pontos brilhosos? Você tem alguma coisa que na IA ela te ajuda, por exemplo, "me ajude aqui a criar correlação"? Porque eu peguei a palestra do PV, botei no Claude, tentei, tentei, cara, mas ainda tô batendo a cabeça lá, não consegui ainda. Porque assim, tem coisa que não ouvimos, né, galera?

**[Palestrante 2]** Por exemplo, eu peguei a palestra, depois passei todo janeiro com perguntas, coisa assim, cara, que eu não consegui nem imaginar eu criando isso, sabe? Você está usando a IA como ferramenta.

**[Palestrante 1]** Usamos. A IA ajuda muito pra fazer essa correlação. Às vezes ela vai falar uma coisa nada a ver, tá, e aí eu sempre falava: a IA não vai escrever um roteiro bom, ela vai te dar um norte. Então, por exemplo, eu me lembro muito bem de um vídeo de um milhão de visualizações que eu fiz, que eu joguei lá, era sobre... alguém conhece a Camila Barros aqui? Uma pessoa, duas, três. Camila Barros, peguei lá, você pega um podcast. Elogiar, lógico, né? Aí eu joguei na IA, eu falei: a correlação, ela pegou solto. Ela falou três coisas, duas não prestaram, mas uma foi muito boa. E aí, eu fui naquele ponto de vista e eu descrevi aquele roteiro.

Então, respondendo essa pergunta, como a gente usa a IA? Como a gente faz pra treinar a IA? A gente pega os roteiros que estão validados, que viralizaram, e eu subo lá na inteligência dela e eu falo: esse roteiro é bom. E aí, você tem que ter toda a explicação. Se você puder pegar a minha palestra, transcrever em áudio, você vai fazer isso, né? Você transcreve, já tá aqui, jogando conhecimento. É isso, só que a gente fala assim, o que eu acho? A IA não vai servir pra fazer todas as etapas. Então, por exemplo: escolhe um tema universal primeiro. Você escolheu a pessoa, você já escolheu o tema universal, mas tem sete tipos, né? Então, fragmenta isso. Depois, a correlação com o seu assunto. Então, uma coisa que funciona muito bem pra nossa IA que a gente entrega pros nossos mentorados é, primeiro, a estrutura do mapa de conteúdo pedagógico. Então, gancho. Às vezes, se o gancho tá ruim, ela não vai te dar um gancho bom, você vai ter que ir lá na sua criatividade e criar. Às vezes ela vai te dar um bom; às vezes a correlação não tá boa, aí você vai ajustando e melhorando. Essa é a primeira coisa.

Segunda coisa, a gente já deve fazer isso muito bem, né? Mas a gente tem uma IA que chama mapeamento do avatar. Então, você responde muito profundamente as dores, desejos, e, primeiro, você explica quem é o seu avatar, quais são as dores dele. E aí, ela cria um documento do avatar. Aí, eu falo para os meus mentorados: pegue esse documento e joga na IA que a gente criou, aquela estrutura do roteiro, os roteiros que viralizam, os roteiros que funcionam. No início, há um ano atrás, o que eu fazia? Eu pegava roteiros de referência de pessoas que eu gostava, que viralizaram, lógico, né? E aí, eu transcrevia esse roteiro, jogava na IA, falava assim: "aprende essa joça aqui, o que é que ele faz pra gente viralizar?" Mas você vai aprendendo, vai viralizando, vai entendendo a questão do gancho ter que ser interessante, a correlação, etc.

**[Palestrante 6]** Tem mais um monte de perguntas aqui. Tem um volume absurdo de interação ali, mas você tem alguma estatística de, tipo assim, 1% da quantidade de gente que acaba comentando de fato vira um cliente, alguma coisa assim?

**[Palestrante 1]** Cara, então, por que a gente escolheu aquela coisa? São duas coisas: eu acho que a qualidade do conteúdo, o assunto que eu escolho traz muitas vezes uma pessoa muito qualificada. Tem muito isso. Então, acho que tem pessoas, líderes, que falam muito com o avatar. Você vai descobrindo isso, então tem assunto que vai falar muito com a pessoa que é o seu avatar. Uma coisa é entregar MQL para o comercial. Então, minha meta é entregar MQL para eles, aí eu tenho minhas métricas, tenho meu dashboard que acompanha, tenho a minha meta, etc. Agora, a segunda coisa: o quão bem o seu comercial faz o trabalho deles. O meu comercial é muito bom, ele fecha 50% das reuniões agendadas, entendeu? E aí, enfim, tem o trabalho de levar a pessoa. Eu não levo qualquer pessoa para uma reunião que não faz sentido: qualificação, disponibilidade de investimento, aí já é um outro rolê, aí é eu e o time comercial em outra palestra. Mas, assim, eu como produtor de conteúdo, meu objetivo é fazer um conteúdo pedagógico em que eu vou bater nas dores e desejos do meu avatar e eu vou fazer isso com frequência. Então, são duas coisas: você não pode fazer pouco e você não pode fazer mal feito. Entendeu? Então, meu trabalho é esse, eu preciso entregar.

E lógico, gente, hoje em dia, um ano depois, eu tenho uma pessoa que faz comercial, eu não faço. Hoje eu tenho uma pessoa que escreve os roteiros para mim, eu não faço. Então, eu como cabeça de empresário, eu sempre falo isso para todo mundo: gente, não terceirize a coisa que é mais importante da sua empresa, do seu marketing, da sua produção de conteúdo. Então, eu recomendo a todos os meus mentorados: você começa, você aprende, depois você delega, porque você sabe avaliar, "cara, esse negócio está ruim, isso aqui não é assim". Hoje em dia, eu bato o olho e falo: esse negócio eu não vou gravar, está horrível, está ruim. Então, se você entrar no meu perfil, vai ter alguns vídeos que não viralizam, normal, faz parte, mas eu sei por que não viralizou, eu sei porque o gancho não estava bom, o tema não foi bom. Na verdade, viralizaram só os 20 primeiros segundos. Então, é isso. Mas frequência é muito importante.

**[Palestrante 3]** Você já testou, do que eu entendi, você pega o Reels e vira... Você já testou o modelo de tráfego mesmo no conteúdo que tem sido viralizado?

**[Palestrante 1]** Faço! Primeiro, o fato de ele viralizar já é um indicador de que ele é um bom hook, que ele é um bom tema. Então ele já é um indicador para mim. Só que, vocês sabem, não pode anunciar um vídeo que tem mais de um minuto e meio. Então todos os meus conteúdos têm mais de um minuto e meio, os orgânicos. Então a gente faz com o objetivo de viralizar. Os que viralizam, a minha equipe de produção de conteúdo, o editor, faz aquele vídeo em um minuto e meio. A gente posta ele e joga o tráfego também. Só que é uma quantidade considerável de seguidores que eu ganho. Mas eu ganho mais seguidores orgânicos do que por tráfego. Tem um monte de coisa grande que precisa ser anunciado, criativo que foi validado no orgânico. Então eu acho que isso é importante dizer.

**[Palestrante 3]** João, obrigado pelo comentário. E pra mim, em particular, eu comecei desde o último encontro que a gente fez aqui. Faz uns dois, três meses. E como eu prometi, todo dia eu ia postar um vídeo. Comecei a fazer uns três meses agora. Vai funcionar, mas eu estou ainda perto daqui um pouquinho. A respeito daqueles antes que você colocava... Aí zero a zero, né? Bem aí zero a zero. Agora estou lá em 25. Daí tem um outro que viraliza, 100, 200.

**[Palestrante 1]** Uma dica que eu poderia te dar é: nesse início, você fazer menos, seguindo essa estrutura, com mais qualidade. E ao decorrer que você vai pegando o jeito, você vai escalando.

**[Palestrante 3]** Sim, tem duas coisas que eu tenho que te perguntar. Uma delas: eu mesmo quis fazer, quis puxar tudo aí, disse "eu não faço, mesmo que seja mais simples". Você gosta? Claro que isso é uma gestão. Mas assim, eu queria fazer no seu caso. Mas eu sempre fiz de uma forma mais otimizada, mais simples pra eu mesmo fazer. Mas a ideia é aquela: pra eu entender muito bem por dentro e depois delegar.

**[Palestrante 1]** Com certeza. E dá pra delegar agora. Porque assim, o primeiro vídeo já faz sentido delegar. Mas tem muita coisa que não faz o menor sentido eu fazer, tipo a edição do vídeo. Cara, eu acho que a edição... você já falou que é pedagógico, eu acredito que é pedagógico, porque eu joguei no CapCut, cortei, joguei legenda e postei. Não precisava de editor. Agora, aqueles que têm a tela dividida: depois de montar a edição, a ideia, o roteiro, você faz? Hoje não, mas no início sim.

Então, outra coisa importante também, eu até chamo de sistematização, isso pros meus mentorados, que é você organizar suas ideias de conteúdo na lógica de um Kanban. Por quê? Produção de conteúdo é uma produção. Então eu falo pra todo mundo: enxergue a sua produção de conteúdo como uma fábrica. Se não chegar insumo pra fábrica, a fábrica não produz. Então, o que é o nosso insumo? São as ideias. Então, eu sempre falo: primeira coluna, ideia. Para de ficar pegando Instagram e só assistir; extraia ideia de conteúdo. Então, a maioria das minhas ideias é assistindo Reels, é assistindo TikTok, é lendo o G1, que é o que tá no algoritmo. Se tá aparecendo pra você, é porque aquele tema é interessante. Então, você vê aquele tema, mas você só pensa: "cara, tem como eu correlacionar com o meu assunto?" Se não, você pula o Reels. Se tem, você pega o link, joga lá no Trello e enxerga aquilo como uma fábrica. A fábrica é: ideia, roteiro, edição, postado. Primeiro você vale a qualidade, depois você vai ter o volume.

**[Palestrante 3]** Boa pergunta sobre o formato.

**[Palestrante 1]** O formato é 100% individual. Eu não consigo fazer lo-fi. O que é lo-fi? É você pegar a câmera e fazer um improviso. Eu não consigo, tem gente que consegue. Eu não consigo, minha personalidade não é assim. Por isso que eu falei: assiste todos os formatos, vê qual você mais se identifica. E o que você mais se identificar, você começa a testar. E aí o que viralizar e você se sentir confortável em fazer mais vezes, você segue naquele formato e repete. Eu faço com teleprompter 100%, leio palavra por palavra. Não vai com teleprompter de câmera não, com celular mesmo, CapCut, real time.

**[Palestrante 8]** Primeiro, é muito conteúdo, achei fantástico. Eu acho que uma das dificuldades que eu tenho hoje é a questão do volume, porque a gente trabalha e tem tanta coisa para fazer, eu não consigo organizar. Mas eu tenho um pouco de dificuldade de pensar e fazer algo que eu não sei se vai dar resultado, porque tem muito trabalho, tem que fazer vídeo. Então, como é que você organizava isso?

**[Palestrante 1]** Como eu organizava a produção de conteúdo? Primeiro, eu falei: eu vou fazer até dar certo. Porque, se der certo, eu não dependo mais de um pensador para fazer o que ele sabe, nunca mais na minha vida. Na verdade, eu não tinha opção de dar errado. Eu tinha que fazer bem feito. Então, dentro das minhas atividades que eu tinha para fazer, eu fui tentando, eu dava o meu melhor nas condições que eu tinha, na qualidade que eu podia. Eu não focava em volume, eu focava em fazer um roteiro de qualidade. Entendeu? Você posta um Reels e em 30 minutos você sabe se vai viralizar ou não. Eu testava um por mês. Primeiro eu testei vlog. Depois eu testei... não lembro de cabeça. Vlog, dinamismo, que você fazia várias cenas de diferentes ângulos. Aí eu fui testando até descobrir o que funcionou, que foi o React.

**[Palestrante 8]** A questão de teste de Reels hoje, você testou e fez diferença também? Pode sair da tua base?

**[Palestrante 1]** Eu acho que pouco importa, esse é detalhe. Mas se você quiser testar dois ganchos diferentes, vale a pena. Eu já testei, mas é um pouco devagar, demora para entregar. Mas Reels teste, "quero testar dois ganchos diferentes, o que funciona melhor", é um detalhe do processo.

**[Palestrante 3]** Estou aqui um ponto de vista de análise. Hoje você faz um planejamento de lead? Tipo, num mês eu preciso entregar um faturamento de 200 mil. Para isso eu preciso bater X visualizações. Então você já tem essa viagem? Você consegue ter uma dimensão de, a cada um milhão, vai ser mais ou menos X leads?

**[Palestrante 1]** Eu sei te falar mais ou menos. Eu acabei de fazer um evento, então tem um tempo que eu não vejo. Mas eu tenho uma meta de 5 mil leads por mês, incluindo tráfego. O tráfego me entrega... eu invisto uns 25 mil reais por mês, me entrega um custo por lead mais ou menos de 10 a 20 reais, eu capto uns 1.800. O que eu fiz no tráfego, uma constante orgânica, tem as métricas lá. Mas eu sei que o percentual que vai para a reunião, acho que é 15%. A quantidade de conversão em reunião é 50%. Eu vou mais nessa lógica da fragmentação, que faz mais sentido. Por exemplo, por isso que é importante eu, como produtor de conteúdo, enxergar isso. Mas, por exemplo, tinha mês que o meu time comercial estava fazendo pouca reunião. "Deixa eu ver a quantidade de leads." Eu vi que o problema não era lead. Aí você calcula o percentual de cada etapa. Então tem lead captado, lead MQL; dos MQLs, quantos vão para a reunião; da reunião, quanto que vai. Onde estava o problema? O no-show estava em 75%. Eu falei: "vocês estão de sacanagem comigo. Eu estou jogando lead aqui a rodo e vocês não marcam." O problema não era MQL, era a reunião e o cara não aparecendo. O que eu tenho a ver com isso? Eu não tenho nada a ver com isso, isso é uma etapa do funil que não é o conteúdo o problema. Entendeu? Por isso que é importante você entender onde está a situação. Enfim, então, eu não vou responder a sua pergunta exatamente, eu acho que tem em torno de 5% dos leads totais, se eu não estiver enganado.

**[Palestrante 3]** Cara, bem foda a tua palestra, e fico borbulhando aqui na cabeça. Queria uma opinião, sugestão. No caso é bem pessoal, um cliente antigão nosso, médico. E começou a fazer as mentorias possíveis no Brasil, ele parece que está em São Paulo, ou está aqui em Brasília. E muitas dessas mentorias para médicos especificamente incentivam eles a gravar muitos vídeos, mas geralmente muito robotizados, querendo demonstrar credibilidade, mas no final é só um pé no saco. O que você poderia dar de sugestão para mim, para os meus amigos que também são da área de saúde, como transformar esse mindset desse médico?

**[Palestrante 1]** Olha, primeira coisa, eu já passei muito por essa cadeira de ter que convencer um produtor de conteúdo a fazer o trabalho dele. Mas eu acho que é uma questão de jogo de cintura, de argumentação. Eu lembro que muitas das vezes a gente tem uma ideia, a gente chega de um evento como esse e monta um PowerPoint, monta um slide para convencer o produtor de conteúdo a executar aquilo que eu estou falando. Então, o processo de convencimento são vários, né. Basicamente você tem que mostrar pra ele que isso é o que funciona, e ele entender daquilo que eu estou falando. Se eu estivesse nesse lugar, eu treinaria o pitch de recomendação do jeito que tem que produzir conteúdo. Então, pega a palestra aqui, vai entender na lógica: "cara, isso aqui, olha os exemplos." Você viu que eu dei exemplos de pessoas aleatórias. Eu pegaria médicos, os médicos que estão fazendo esse estilo de conteúdo. Eu conheço pelo menos uns 3 que fazem esse estilo: pega um tema interessante, vai segmentando. Tem bons nutricionistas. Inclusive no material lá tem uma parte, se eu não estiver enganado, que mostra referências de criadores de conteúdo, e aí tem uns cristãos primeiro e depois tem outros bons produtores. Então tem nutricionistas, eu não lembro se eu coloquei médico, mas tem alguma coisa que comprova mais do que prova social. Se você mostrar um médico que está viralizando com essa metodologia, ele vai falar: "beleza, eu vou fazer isso." Essa é a primeira coisa que eu faria.

A segunda coisa é que geralmente os médicos que viralizam e que têm muitos seguidores são os médicos que mais cobram caro na consulta. Então você olha aí o Paulo Muzy, tem aquele urologista, infectologista super engraçado, né? Que eu fui de curiosidade ver quanto era a consulta dele. Acho que era 3 mil reais a consulta dele. Porque o cara que viraliza e gera lead, ele tem clientes assim no Brasil inteiro, a rodo. E é o que ele quer, ele não quer lotar a agenda dele, ele tem que produzir conteúdo e enxergar o consultório dele como um business e entender a lógica de lead. Então, se eu estivesse estudando, eu faria essas duas coisas.

**[Palestrante 2]** Muito interessante, né? A gente tá aqui no evento, numa palestra, uma hora de palestra aqui. Mas eu tiro as dúvidas. A palestra dele foi uma copy pra mostrar pra vocês que esse formato funciona e vale a pena vocês testarem. O começo foi autoridade. Então essa autoridade veio, depois mostrou que a gente foi lá, teve um resultado crescendo, depois mostrou não só com ele, mas também com outras pessoas. Ele ensinou todo o passo a passo, trouxe toda a lógica de como ele aplica. Não é só você comentar uma notícia e vai viralizar; tem todo esse processo. Vocês veem essa palestra, "vamos fazer esse negócio, vou juntar minha equipe, vamos começar a fazer", só que, enquanto você vai transmitir o que vocês passaram aqui, vamos olhar nesse vídeo "tá vendo que tem notícia e depois faz um CTA, vamos fazer igual"... Não é como esse. Você não vai conseguir envolver sua equipe, não vai conseguir envolver o cliente, se você não está brincando com os gatilhos mentais e ter todo esse processo de contextualização, de convencimento. Você vai ficar ligado não só em trazer para clientes, mas trazer para a equipe em torno disso. Quando eu vou trazer uma nova ideia para a equipe, eu não só trago a tarefa, eu trago a atividade. Como é que eu vou convencer essa pessoa? Eu já tô pagando a pessoa pra executar, eu tenho que convencer. Mas se você encaixa esse serviço, vai valer muito a pena, você envolve o time e gera um comprometimento maior na execução.

Então, mais uma última, eu tive uma ideia. O que vocês acham? Eu vou jogar você no primeiro. A gente tenta fazer um roteiro. Não precisa dar nicho, sub nicho.

**[Palestrante 1]** Vamos lá.

**[Palestrante 2]** Salão de beleza. Ele tem uma agência de marketing especializada em salão de beleza. Você quer atrair clientes para a agência, donas de salão. Alguém quer dar uma ideia de um tema interessante?

**[Palestrante 1]** Primeira coisa é um tema interessante. Pessoas famosas eu acho mais fácil. Tem alguma pessoa famosa que recentemente queimou o cabelo? Não é um personagem, não é uma pessoa. Alguém conhece uma mulher famosa?

**[Palestrante 3]** A mulher foi num salão, que é um dos cabeleireiros com mais de 2 milhões de seguidores. Ela pagou 6 mil reais no cabelo e saiu xingando.

**[Palestrante 1]** A opção é o que eu ensino: a curadoria das métricas. Você viu esse conteúdo, você vai analisar quantas visualizações tem, várias pessoas falando sobre isso, muito curtido, 13 milhões de views. Agora, a parte mais complexa: correlacionar com o seu ponto de vista. Qual é o ponto de vista que você vai trazer? Experiência ruim do usuário, gente desqualificada?

**[Palestrante 3]** Ela pagou 6 mil reais, ela queria... normalizou o trabalho dele. Ela saiu com o cabelo da Virgínia, ela ficou igual à Virgínia, com o cabelo dela. A entrega foi ótima. Ela só ficou incomodada com o preço.

**[Palestrante 1]** Boa. Você tem um ponto de vista que não é óbvio. "Saiu quem é desqualificado", isso é óbvio. Não é óbvio. A gente entendeu que ele fez um bom trabalho, "o cliente é desqualificado", isso é óbvio. Tem que ser um ponto de vista, uma coisinha que poucas pessoas percebem.

**[Palestrante 3]** Eu acho que todo mundo percebeu que ela é uma cliente ruim. Todo mundo pula o vídeo.

**[Palestrante 1]** Deu um ponto de vista diferente. Mas ela já fez o conteúdo? Ela já fez. Tem que ser autoral. O que ela falou?

**[Palestrante 3]** Ela falou que toda cliente não gosta de chegar no salão e ter uma surpresa na hora de pagar o serviço.

**[Palestrante 1]** Então é um ponto de vista diferente. É um caminho. Pronto. É mais ou menos nesse caminho. Agora, beleza, antes de começarmos o roteiro, achamos um ponto de vista não óbvio. Então, vamos fazer essa carta, um teste. Ok, a primeira coisa é pensar no gancho falado, no gancho escrito e no gancho visual. Gancho visual: você não pode colocar um vídeo que todo mundo viu. Tem que ser um vídeo que poucas pessoas viram. Eu não gosto muito de imagem de IA, por causa de distorcer a pessoa. Por exemplo, ela é uma influenciadora famosa, então você vai trazer a contextualização.

Gancho visual, tem que pensar em alguma coisa ali. A cada 3 segundos tem que ter uma coisa diferente, uma coisa chamativa: ela com o cabelo queimado, ela falando. E, tipo assim, outra coisa: tem quanto tempo isso aconteceu? Se já passou muito, já não serve. Eu acho que, se viralizou muito, aquele assunto que já está saturado, isso vai atrapalhar na retenção. Mas vamos supor que está em alta ainda, que dá tempo. Leve isso em consideração, tá? Acho que isso vai dar um derrubinho na retenção. Então, beleza, vamos supor que é um tema que está em alta.

Vamos pensar no gancho escrito. Uma coisa que vai chamar a atenção. E outra coisa: não é chamar a atenção do seu avatar, é chamar a atenção de qualquer brasileiro pra prestar atenção no conteúdo. Por exemplo, fala assim: "Essa mulher que foi taxada como louca não sei o quê." Tem que chamar a atenção de todo mundo nessa sala aqui, entendeu? Beleza. "Fica até o final desse vídeo." Só que muita gente... não é você falar "porque eu vou te ensinar o erro que está na gestão do salão", não faz isso. "Fica até o final desse vídeo que eu vou te contar a verdadeira intenção por trás dessa grande influenciadora que influencia milhões de pessoas, e o que ela quis realmente dizer com isso. Eu vou te contar no final do vídeo." Pronto. Deu 10, 20 segundos. Vai para o seu assunto.

Aí você vai trazer o contexto, que já ajuda na enroladinha também: "influenciadora fulana de tal foi lá no salão de beleza, aconteceu isso e isso". Porque outra coisa: para de achar que todo mundo sabe o que aconteceu. A maioria das pessoas não sabe o que aconteceu. Então vou te avisar. A pessoa só viu a headline. "Eu não sei o que aconteceu, mas se você me chamar a atenção no gancho escrito e visual, eu vou prestar atenção no vídeo." Beleza, você vai dar o contexto. Eu, que não estou por dentro da história, vou me inteirar do conteúdo, estou te entregando a retenção.

Beleza, com relação ao ponto B: aí você começa agora a entrar no seu conteúdo. As pessoas acham que... o que você falou? Não foi muito estudado.

**[Palestrante 3]** Não, foi o ponto de vista que a mentora falou. Ela falou que as mulheres não gostam de chegar no salão e ter uma surpresa na hora de pagar o cabelo.

**[Palestrante 1]** E a verdade é que as mulheres não gostam de ter surpresa na hora de pagar o cabelo. O que a gente aprende com isso? Três coisas, anota aí. Primeira coisa: discrimine o preço do seu serviço. Agora você está falando diretamente com o cara que é dono do salão. Só que você está falando na metade, ou melhor, 30 segundos, 40 segundos do vídeo pra frente. Amigão, agora acabou. Você precisa reter 50% nos 20 primeiros segundos. Se você quiser falar de fluxo de caixa, de marketing, de estratégia, de linguagem, aí é a hora que você fala sobre dor e desejo do seu avatar. Entendeu? Dor e desejo. Então: "você que fica lá, chega e trabalha o dia inteiro, e você não vê lucro no final do mês". É isso que pode acontecer.

E aí leve a autoridade em cima, você está dando, que é o primeiro ponto. O segundo ponto: embasamento. "E aí existe um estudo..." Se você quiser, pergunta para o ChatGPT, entrega o seu roteiro até que ele comece a falar, e ele te entrega um estudo científico que comprove isso. E você pede pra ser de uma boa notícia também. "Um estudo realizado pela USP mostra que o comportamento do consumidor, se você não atender ele, é ciência exata. E aqui na agência a gente trata da seguinte forma: a gente faz isso, isso e isso." Aí realmente você entrega conteúdo de qualidade, conteúdo denso. Não importa, é só os 20 primeiros segundos que você precisa ser assim.

Moral da história: "você que é dono de salão de beleza" (a pessoa não é o avatar, eu quero que ela pule o vídeo; eu não tô nem aí pra você). "Você que é dono de salão de beleza, você precisa fazer esse exercício. Se você quiser receber um diagnóstico do seu salão de beleza, comenta a palavra 'diagnóstico' e eu te mando. Ou se você quiser receber o meu checklist de como encantar o seu cliente no seu salão de beleza, comenta 'checklist' que eu te mando direto." Pronto, amigo, agora você está qualificado. Entendeu?

**[Palestrante 2]** Essa fera. João, vale muito pela apresentação. Ximi, estamos liberados? Estamos liberados em Black Hour. Se comportem. Não, não, não. A gente tem amanhã ainda. Então, bora aproveitar bastante hoje. Mais um vídeo amanhã, no final. Vamos lá, valeu, pessoal!
